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Aqui estão algumas medidas e ações que podemos fazer para melhorar o nosso futuro.
Vamos começar pela matéria orgânica, muito desperdiçada e muito comum entre nosso resíduos.

Desde a antiguidade o agricultor vem utilizando-se dos restos orgânicos animais e vegetais, como um material importante para favorecer o desenvolvimento das plantas e aumentar sua produção. O conhecimento da importância do material orgânico tem levado o agricultor a utilizar, das mais variadas maneiras, os restos orgânicos como fertilizantes de suas terras.
A palavra composto há muito tempo vem sendo utilizada para designar o fertilizante orgânico preparado pelo amontoamento de restos animais e vegetais, ricos em substâncias nitrogenadas, misturados com outros resíduos vegetais pobres em nitrogênio e ricos em carbono: a mistura tem por finalidade sujeitá-los a um processo fermentativo que conduza essas matérias-primas, por processo de decomposição microbiológica, ao estado de parcial ou total humificação.
Assim, como já citado, os restos de comida e outros compostos orgânicos representam um grande percentual do lixo residencial no Brasil. Toda esta matéria orgânica não precisa ir para aterros sanitários, já tão saturados. Uma alternativa simples é fazer uma pequena composteira caseira para transformar o lixo orgânico em adubo de boa qualidade para vasos e jardins. Existem diversos modelos de composteira e cada um deles atende a uma necessidade diferente. Quem mora em sítio, por exemplo, pode ter uma leira, um tipo de composteira feita num cercado de madeira, em que os restos vão sendo acumulados nesse espaço, intercalados por camadas de palha ou folhas secas.
O modelo mais residencial pode ser adaptado também para apartamento. E já que em 2007 a população urbana, pela primeira vez na história da humanidade, passou a ser maior do que a população rural, este tipo de compostagem é o exemplo mais viável para a maioria de nós.
Como fazer uma composteira
1º passo – Você pode usar um balde de plástico com tampa, desses que encontramos à venda em lojas. O tamanho depende da quantidade de resíduos gerados, mas também da disponibilidade de local que você terá para manter a composteira.
2º passo – Faça vários furos na lateral e no fundo do balde, para garantir que o processo seja aeróbio e permita o trabalho dos microorganismos.
3º passo – Você pode apoiar o balde sobre dois tijolos, de maneira que o chorume (líquido que escorre durante o processo) possa ser coletado num pratinho. O chorume tem cheiro forte, mas também tem sua função. Diluído em água, é um poderoso fertilizante para as plantas.
4º passo – Sua composteira de modelo mais simples já esta pronta.
Como manter uma composteira
1º passo – Separe muito bem os resíduos orgânicos dos recicláveis, para garantir a qualidade do seu adubo.
2º passo – Cubra cada camada de resíduos com materiais secos que impedem o mau cheiro. Você pode usar pó de café, serragem, terra, folhas ou cascas de ovos.
3º passo –  Mantenha a composteira sempre tampada para não atrair moscas.
4º passo – Quando o balde estiver cheio, deixe o tempo fazer seu trabalho. É hora de aguardar o término da compostagem. Enquanto isso, você pode preparar outro balde para servir de composteira nesse período.
5º passo – Você saberá que seu adubo está pronto quando ele tiver aspecto de terra úmida, dessas que pisamos quando caminhamos por trilhas na mata. O cheiro deve ser agradável, de mato mesmo. E importante: a terra deve estar fria, indicando que os decompositores já encerraram o trabalho. Durante o processo, você perceberá que a composteira fica quente até por fora. Por dentro, a temperatura é alta e, vale dizer, não coloque a mão lá dentro.
6º passo – O fim desse ciclo, que pode durar três ou quatro meses, é só distribuir o composto nos vasos e/ou jardim e, claro, dar início a uma nova composteira.